Big Brother Brasil, um programa imbecil

Big Brother Brasil, um programa imbecil

Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010

Além do Cidadao Kane, o documentário que todo brasileiro deveria ver

Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres – proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial – que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro. – Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. – Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora. – Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana. – Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. “Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane”

Prêmio Top Blog encerrou edição 2011 com blogueiros de todo o país

Com mais de 150 mil blogs indexados e 17 mil inscritos, 80 blogueiros receberam o maior prêmio de reconhecimento da blogosfera brasileira

No sábado, 17 de dezembro, o Portal Top Blog encerrou a terceira edição do Prêmio Top Blog com o tema Educação Solidária. O maior evento de premiação da blogosfera brasileira lotou o Teatro da Unip  – Universidade Paulista, Campus Vergueiro, com blogueiros de todo o país, finalistas ao prêmio. Classificados em 25 categorias, 80 blogs foram premiados nos júris acadêmico e popular.

Na edição 2011, quase 17 mil blogs se inscreveram ao prêmio.  Para chegar a final, os blogueiros fizeram verdadeiras campanhas nas redes sociais para conseguir votos aos seus blogs.

Segundo José Carlos Almeida, diretor do Portal Top Blog, o prêmio tem o objetivo de incentivar a blogosfera brasileira. “O Top Blog não faz juízo de valor em relação aos blogs; todos são bons. O objetivo principal é que cada blogueiro contribua com sua história, dentro do assunto que se propôs a escrever. Assim, todos os blogs são excelentes pela contribuição enriquecedora na troca de experiências dos mais diversos assuntos”.

Entre os blogueiros presentes estava o Senador Alvaro Dias, vencedor na categoria política, júri acadêmico, que fez questão de frisar a importância dos blogs na construção da democracia. “Os blogueiros escrevem no dia a dia, com plena liberdade de expressão, capítulos importantes da nossa história”.

Representando o blog Conversa Afiada, vencedor na categoria política – júri popular, estava a jornalista Geórgia Pinheiro, que dedicou o prêmio ao mentor do blog, o jornalista Paulo Henrique Amorim e a toda equipe do blog.  “É primeira vez que participamos do Top Blog. O ano que vem estaremos aqui de novo”, comemorou.

A novidade desta edição foi o Prêmio Lomadee ao blog que mais conseguiu rentabilizar. Os blogs inscritos no Top Blog e que usaram a plaforma de monetização de blogs da Lomadee foram analisados e o vencedor foi o blog Trollando.com administrado pelo blogueiro Leonardo Boese. Além de vencer na categoria Humor, ele levou um troféu exclusivo da Lomadee e um cheque de R$ 500.

Outro destaque do prêmio, foi a homenagem à Vovó Neuza, colunista do Top Blog. Com 80 anos de idade ela escreve sobre as boas histórias da metrópole paulistana.

Sobre o prêmio e portal Top Blog

O Top Blog é um portal de conteúdo colaborativo que oferece serviço gratuito de busca, indexação e divulgação de blogs e, por isso, reúne uma numerosa comunidade virtual de publicadores.

Para o prêmio Top Blog 2011, foram incluídas mais 10 novas categorias de classificação dos blogs, tornando mais abrangente a participação dos interessados. Em 2010, havia 15 categorias.

Em 2010, 128 mil blogs foram indexados ao portal. Em 15 categorias, 15.148 blogs se inscreveram ao prêmio. Também, 842.270 e-mails foram cadastrados, 1.375.000 votos computados, 3.185.000 e-mails enviados ao portal, alem de 1,5 bilhão de selos de blogs participantes impressos.

Já em 2011, 153.635 mil blogs foram indexados ao portal. Em 25 categorias, 16.725 blogs se inscreveram ao prêmio. Ainda, 1.185 milhão de e-mails foram cadastrados, 1.462 milhão de votos computados, 4.300 milhões de e-mails enviados ao portal, além de 2 bilhões de selos impressos.

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Twitter: @premiotopblog

Vivo, a conta já foi paga, pare de me cobrar

Já paguei a conta

Como a greve dos Correios não termina, algumas empresas parecem que estão perdendo o controle da cobrança de contas. A operadora de telefonia Vivo é uma destas empresas. Embora esteja com todas as minhas contas em dia, e tendo quitado a última no dia 23 de setembro, via internet bank, a Vivo continua me cobrando via torpedos infernais, todos os dias. A mensagem diz que a conta, já quitada, continua em aberto, e mandam o código de barras para eu pagar.

Cheguei a me confundir e quase paguei a conta em duplicidade. Será que estão agindo de má fé ou incompetência de gerenciar seus próprios serviços?

Contrariando a eles mesmos, na área do site, chamada  meu vivo em que pode ver o histórico de contas, elas estão lá, todas devidamente quitadas.

Ao tentar falar com a operadora esperei exatamente 58min19seg e aí desliguei . Depois, liguei novamente, e depois de outra canseira, uma atendente do call-center que fica em Salvador, na Bahia, verificou tudo novamente e respondeu que estava tudo ok, não havia pendências. Perguntei, por que a Vivo continua me cobrando por torpedos enviados do número *8486? A moça respondeu: “Sra., deve ser erro do sistema”.

Mas, quem é este sistema, afinal? Algo não plasmado, um invasor de outra galáxia, que se propõe a justificar a incompetência de empresas, que quando não conseguem se explicar, preferem, ao invés de assumir o erro e pedir desculpas, dizer que “o erro é do sistema”.

Será que o Sr. Sistema conhece o Código de Defesa do Consumidor – CDC? Então, vamos para a aula de CDC. Veja o que diz o parágrafo único, do artigo 42, na Seção V, sobre cobrança de dívidas:

  “Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.”

Traduzindo, acho que vou pagar todas as vezes que for cobrada e receber o dobro do valor em dobro depois. Depois, quando mesmo? Depois de ficar pendurada no telefone aguardando pra ser atendida pela operadora. Depois de ter de gastar meu tempo indo resolver o que já está resolvido.

Vivo, a conta já foi paga, pare de me cobrar!

Enfim, que cargo você quer exibir na rede?

Outro dia navegando pela rede social para fins profissionais Linkedin, observei os nomes que os conectados dão aos seus cargos e percebi que alguma coisa parece estar fora da ordem. Tudo bem, convenhamos, o inglês é uma língua universal, bem como universal é o egocentrismo e a necessidade de auto-afirmação humanas. Porém, será preciso mesmo glamorizar tanto os nomes dos cargos exercidos? Parece que há uma tentativa de enganar ou de super valorizar o posto real que se tem dentro de uma empresa.

Bom, vamos exemplificar. Até pouco tempo atrás, um jornalista que trabalhasse praticamente sozinho, ou com a assistência de um ou dois estagiários em uma empresa, era simplesmente um assessor de imprensa ou quem sabe um coordenador (sozinho) de comunicação. Percebi que os nomes estão mesmo mudando, quando li que alguém com este mesmo perfil estava se intitulando como gerente de comunicação. Hum, interessante! Mas, trabalha sozinho? Ok, tá explicado, gerencia a si. Entendi. Também li que outro conectado na rede que exerce, na verdade, o cargo de secretária executiva, em um certo veículo de comunicação, se intitula como manager. Pra quê?

Gente, será que é pra ficar mais bonito?

Será que os call centers estão mais uma vez ditando as regras. Sim, porque no mercado das telemarketings da vida, um atendente pode ser chamado – pelo menos nos anúncios de contratação, com os nomes mais esquisitos possíveis – por exemplo, de  assistente de comunicação, ou que ainda pode ser jr., sênior, master ou outra coisa assim.

A quem pensamos que enganamos? Nosso ego, a quem nos contrata, a quem nos vê na rede, a quem recebe nosso cartão de visitas ou a nós mesmos?

A enganação, quase subliminar também está presente em alguns nomes de pequenas empresas de comunicação que agora se dizem digitais. Levando-se em conta que estamos ou até já passamos da era digital, todas as mídias assim o são, mesmo quando parecem de outra forma. A TV, o rádio, o impresso – jornal, revistas e afins – vão parar todos na redes de forma bem digital. Ok, você cria produtos digitais, aí está correto.

E digital é o que mesmo? A propósito, lendo aqui a revista Proxxima, do grupo Meio e Mensagem, adorei o slogam do anúncio da DM9 e DDB: “Ser digital é fazer propaganda que funciona, seja digital ou não”. Podemos trocar o fazer propaganda por comunicação ou por marketing, o resultado vai ser o mesmo.

Também, tudo bem, Marshall McLuhan, já havia dito que o meio é a mensagem, porém, creio que neste caso, menos pode significar muito mais. A simplicidade e praticidade trazem resultados melhores, inclusive para a imagem de si ou da empresa.

O melhor mesmo é ser bem honesto. Assim, não cometemos o equívovo de ser pedante na rede ou em nossos currículos. Mas, e os nossos cargos… Bem nossos cargos e ou trabalhos são só uma extensão de nossa honestidade maior. Mas, se você nem se conhece, nunca refletiu sobre si ou fez um curso básico de auto-conhecimento, do tipo eneagrama, astrologia, coaching, ou sei lá o quê, vá fundo na sua glamorização.  Faz de conta que ninguém percebeu.

Enfim, por conta disso, navegando na rede, achei um link super bacana de consultoria e guia em RH, que até ironiza essa coisa de tentar deixar mais bonitinho o nome de nossos cargos.

E a pergunta é: Que cargo você quer exibir em seu cartão de visitas?

http://www.guiarh.com.br/ceo.html

Que cargo você preferiria exibir no cartão de visitas: CEO ou diretor-geral? CMO ou vice-presidente de marketing? Por alguma razão inexplicável, a simples conjunção de três letrinhas parece fazer com que a primeira opção tenha mais importância senioridade e poder do que a segunda. Depois de Chief Executive Officer, a onda de executivos-chefe-de-não-sei-o-que vem se espalhando numa velocidade espantosa nos organogramas.
O resultado é muita gente perdida, sem entender o que esses profissionais fazem.
Para dar nome aos bois, ou melhor, aos cargos elaboramos uma relação dos principais chiefs que estão por ai . 
E levantamos possíveis explicações para a existência deles:

Estratégia – o profissional recebe o nome de principal executivo de alguma coisa – logística, por exemplo – para indicar tanto internamente quanto para o mercado que se trata de uma área absolutamente estratégica para a empresa. “Normalmente quem é chief sendo no conselho e tem peso de voto igual ao do CEO”.

Globalização – ter um cargo que faz parte da terminologia corporativa mundial pode facilitar a comunicação entre empresa e profissionais.

Sim, status. Há donos de pequenas empresas se intitulando chief executive officers. Ou diretores de finanças que depois de colocar CFO no cartão, acreditam dar uma roupagem toda nova ao charmoso carde de…….diretor financeiro.

CEO – Chief Executive Officer: Facilmente identificado, é o cara que manda em todo mundo – menos no chairmam (ou presidente do conselho) a menos que ele seja poderosíssimo e acumule as duas funções.
Pode ser chamado de principal executivo, presidente, superintendente, diretor-geral… As pessoas costumam fazer confusão quando a empresa tem os dois, CEO e presidente. Nesse caso a função do segundo é mais representativa.

COO – Chief Operating Officer: 
Seu nome é executivo-chefe de operações, mas você pode chamá-lo de braço direito do CEO. Enquanto o chefe pensa a estratégia, o COO cuida mais de perto da rotina do negócio.

CFO – Chief Financial Officer:
Principal executivo de finanças

CHRO – Chief Human Resources Officer:
Principal executivo de recursos humanos

CIO – Chief Information Officer:
Era mais fácil identificá-lo quando ele era o único executivo responsável pelo planejamento e pela implementação da tecnologia no pedaço. Mas aí surgiu …..

CTO – Chief Technology officer
…..e hoje há muita confusão. Em linhas gerais, o CIO cuida da estratégia por trás da tecnologia – como ele pode mudar a forma como a empresa faz negócios, enquanto o CTO comanda a arquitetura e a infra-estrutura dos sistemas. Há empresas com os dois profissionais.

CKO – Chief Knowledge officer
: Também chamado de chief learning officer (CLO), é quem administra o capital intelectual da empresa, reúne e gerencia todo o conhecimento da organização. Entende tanto de tecnologia e processos quanto de pessoas. É um sujeito-chave, por exemplo, nas consultorias.

CRO – Chief Risk Officer: O cargo surgiu quando empresas de todas as áreas, e não somente bancos passaram a se preocupar com a administração de riscos. Além de questões financeiras, o CRO avalia itens como estratégia do negócio, concorrência, legislação e problemas ambientais.

CMO – Chief Marketing Officer: 
Executivo-chefe de marketing certo? Na subsidiaria brasileira do BankBoston não é tão simples assim. Lá ele cuida também de novos negócios e Intenet.

CIO – Chief Imagination Officer: 
A fabricante de computadores americana Gateway tem um executivo-chefe de imaginação, responsável por promover a criatividade entre o pessoal.

Zara é suspeita de manter trabalho escravo no Brasil

17 DE AGOSTO DE 2011, 11H33

Depois de uma investigação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), a rede de fast fashion espanhola Zara foi acusada de utilizar mão de obra escrava no Brasil. A denúncia partiu da ONG Repórter Brasil, que acompanhou a operação, e foi repercutida no programa A Liga, da TV Bandeirantes, na noite dessa terça-feira, 16 de agosto.

Durante a fiscalização de várias oficinas de costura na capital paulistana, foram encontrados grupos de estrangeiros submetidos a condições precárias. Os trabalhadores (em sua maioria bolivianos e peruanos) eram contratados pelo grupo AHA, empresa terceirizada, e recebiam salários entre 274 e 460 reais, valores bem abaixo do salário mínimo nacional de 545 reais. O caso ganhou as redes sociais e está entre os assuntos mais comentados no Twitter.

A mão de obra em condições análogas à escravidão é mais comum no Brasil do que se imagina. De acordo com o Ministério do Trabalho, estima-se que existam cerca de 100 mil estrangeiros em situações semelhantes só no Estado de São Paulo.

O outro lado

A Inditex, proprietária da Zara e de outras redes de fast fashion (como Pull & Bear, Massimo Dutti, Bershka e Stradivarius), soltou um comunicado oficial à imprensa na tarde desta quarta-feira, 17 de agosto, afirmando que a terceirização da empresa não era autorizada e que “repudia absolutamente” a ação. Leia abaixo trechos do documento:

“Tal fato representa uma grave infração de acordo com o Código de Conduta para Fabricantes e Oficinas Externas da Inditex, assumido por este fabricante contratualmente. O Código de Conduta (…) defende a máxima proteção aos direitos dos trabalhadores.”

“Ao ter conhecimento dos fatos, a Inditex exigiu que o fornecedor responsável pela terceirização não autorizada regularizasse a situação imediatamente. O fornecedor assumiu totalmente as compensações econômicas dos trabalhadores tal como estabelece a lei brasileira e o Código de Conduta Inditex. Além disso, as condições de trabalho dos terceirizados estão sendo regularizadas (…)”

“A Inditex, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, vai reforçar a fiscalização do sistema de produção tanto deste fornecedor como de todos os outros no país, para garantir que casos como este não se repitam.”

Fonte: http://modaspot.abril.com.br/news/escandalo-zara-tem-ligacoes-com-trabalho-escravo-no-brasil

O escândalo da Zara foi parar nas redes sociais; site brasileiro da fast fashion saiu do ar

 

Polícia acha 600 kg por dia de alimento estragado

 Camilla Haddad, do Jornal da Tarde – O Estado de S.Paulo

Frios ocupam 1º lugar em irregularidades, que cresceram 246% na capital neste ano

Noventa e uma toneladas de comida estragada, incluindo potes de requeijão, presunto, queijos de marca famosas, carnes e até bebidas alcoólicas, foram apreendidas neste ano pela Polícia Civil em grandes redes de hipermercados e distribuidoras da capital. O número corresponde a 600 quilos de alimentos por dia, o suficiente para servir 1.500 pessoas em restaurante por quilo.

Toda essa quantidade de produtos seria vendida a consumidores de São Paulo. Os números mostram um aumento de 246% na média mensal, em relação ao ano passado, quando até abril foram retiradas de circulação 21 toneladas.

Segundo o delegado Paulo Alberto Mendes Pereira, da 2.ª Delegacia de Saúde Pública, ligada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), a fiscalização está cada vez mais intensa e novos produtos têm aparecido na lista de impróprios, como bebidas alcoólicas e refrigerantes. Nesses casos, o maior problema é em relação ao prazo de validade vencido. “É uma coisa que pouca gente olha, mas até bebida tem sido flagrada nessas condições”, diz Pereira. O delegado afirma ainda que os líquidos estão em segundo lugar no ranking de ocorrências. Os frios em geral – queijo, presunto e mortadela – ocupam o primeiro lugar em irregularidades. “Esses produtos são recolhidos por falta de identificação de origem, procedência e a validade vencida”, afirma Pereira. Em blitz realizada há cerca de 40 dias, a situação impressionou até o delegado.

Segundo ele, após uma longa investigação, policiais fizeram uma apreensão de 35 toneladas de carne e filés de frango com problemas em um distribuidor de mercado. “Ali era feito o armazenamento e o corte. O lugar dava arrepios”, conta. Atualmente, o departamento não tem estudo que aponte um bairro com mais queixas. Mas nem mesmo os Jardins, na zona sul de São Paulo, escapam de denúncias. “Em todo lugar tem isso. Independentemente do bairro, a atenção deve ser a mesma na hora de comprar os produtos”, alerta. “Trabalhamos com denúncia e investigação. Quem quiser pode trazer o produto estragado diretamente à delegacia. Temos plantão 24 horas e de preferência é importante trazer o cupom fiscal para fazer prova do local e do que foi comprado.” Prisões. Apenas neste ano, 140 pessoas foram detidas por vender comida irregular. São gerentes ou proprietários que estavam no local na hora da apreensão. Em caso de detenção, a pessoa pode pagar fiança. Em alguns flagrantes, no entanto, como de troca de etiqueta de validade, é possível configurar até ação dolosa (intencional).

PRESTE ATENÇÃO…

1. Verifique a data de validade na embalagem do alimento. Nas bebidas, o prazo está impresso no fundo da garrafa ou da lata.

2. Ao comprar carnes, observe se elas estão vermelhas e sem odor. Se a peça estiver com a cor marrom, isso indica que ela já foi congelada e descongelada. O ideal é comprar o alimento fresco.

3. Os queijos devem ter selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). São sinais de deterioração uma camada esbranquiçada nas mussarelas e um queijo minas muito mole.

4. Ao escolher um peixe, ele deve estar com o olho brilhante e a pupila escura. Evite os que estão com odor, o que indica a deterioração.

Top Blog 2011 lança tema Educação Solidária

“Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão e, ao se encontrarem eles trocam os pães, cada homem vai embora com um pão. Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada cada um carregando uma idéia e, ao se encontrarem eles trocam as idéias, cada homem vai embora com duas idéias” – Ditado Oriental

O Prêmio TopBlog 2011 adotou como tema a questão da Educação Solidária. O que vem a ser isso? – Respondo: É multiplicar conhecimento, experiências, técnicas, visões e vivências. O interessante dessa questão é que ela gera uma via de mão dupla; quando compartilhamos o que sabemos também recebemos conhecimento alheio, ampliando nosso próprio acervo de conhecimento.

Hoje essa troca é muito facilitada pela Internet e os blogs são uma excelente ferramenta para viabilizá-la, portanto a escolha desse tema é bastante oportuna pois aborda o momento atual que vivemos. Quem bloga compartilha o que sabe, e aprende com quem lê e participa interativamente de um blog. E o conhecimento ali depositado, em posts e comentários, fica disponível para quem quiser acessar e se aventurar a ler. Assim, é uma forma atual de oferecer Educação Solidária, pois quem escreve como autor ou como comentarista lucra apenas com o fato de ter sua opinião exposta, avaliada e muitas vezes validada por outros que se interessam pelo assunto…

Vejo neste tema uma das mais fortes vocações dos blogs, senão a maior delas. É neles que o conhecimento humano de tudo – do banal ao acadêmico, do cotidiano ao espetacular, do humor aos acontecimentos que viram notícia – é apresentado de forma democrática e natural. Em blogs vemos a humanidade interagindo e trocando idéias, compartilhando o que sabe, o que pensa.

Dentro do seu universo de atuação, o Qualiblog incentiva essa troca através dos Brainstorms Virtuais e das NC´s no Divã, incitando os leitores a expor suas idéias e oferecerem informações úteis nos temas, auxiliando na solução de questões que já vivenciaram e hoje ocorrem para outros leitores. Quem é novo na área acaba tendo à disposição a experiência dos mais antigos, que por sua vez podem apreciar a inovação dos mais novos no campo da Gestão da Qualidade. Uma relação onde todos saem ganhando!

Agradeço a oportunidade de estar vivendo essa época!…

Fonte: http://qualiblog.wordpress.com/tag/topblog-2011/ utm_source=EasyMailing&utm_medium=e-mail&utm_term&utm_content&utm_campaign=Padr%E3o

Sapatos Arezzo desmancham e cliente desabafa

 

Cliente Arezzo vê seus sapatos desmancharem e bota a boca no trombone. Texto maravilhoso, segue abaixo reproduzido:

Querida Arezzo,

Eu sempre fui uma boa cliente para você. Apesar das vendedoras esnobes, dos preços absurdos e das campanhas publicitárias cafonas, eu sabia que valia a pena comprar os seus sapatinhos.

Ao longo de todos esses anos, foram pelo menos umas 20 sapatilhas, mais scarpins e sandálias e até uma rasteirinha – a única que eu tenho, imagine, logo eu que não uso rasteirinha! Tudo bem, eu sei que não é muito e que tem gente que compra bem mais que eu, mas eu sou uma jornalista pobrinha; se levar em consideração a despesa em relação ao salário, olha, eu fui muito legal com você.

Aí um dia, eu comprei aquele scarpin de "couro" (cof, cof) preto. Salto alto. Plataforma. Eu fico com mais de 1,80m com ele, Arezzo! Tão bonito, tão confortável. Como (quase) tudo que você faz.

Justamente por ele me deixar tão alta, usei pouco; guardei essa preciosidade de R$ 270,00 para ocasiões especiais – principalmente quando elas envolviam também o uso do meu vestidinho lindo da Saad.

Comprei o pequenino há dois anos. Usei cinco vezes, e poderia citar todas elas aqui. Durante todo esse tempo, ele ficou guardado no saquinho dele, na caixinha dele. Como muitos outros sapatos lindos que eu tenho, sabe?

Mas tem uma diferença entre os meus sapatos lindos e o seu scarpin. Sabe qual? Eles não se desmancharam. Pois é, Arezzo. Você sai por aí vendendo sapatos que são supostamente de couro (afinal, por esse preço!) e, depois de serem usados cinco vezes, eles desmancham, revelando um tecido vagabundo pintado de tinta texturizada para imitar couro. O sapateiro riu de mim. Riu.

Eu achei que você fosse me explicar isso, que fosse passar a mão na minha cabeça, dizer que pedia desculpas e que isso não aconteceria mais, que foi um erro, mas o que você fez? Me esnobou. "Não nos responsabilizamos por sapatos comprados há mais de três meses." Como assim, Arezzo? Eu tenho sapatos Topshop, Sommer, tenho até Melissas guardadas há mais tempo do que guardei esse scarpin, e sapatos usados muito mais vezes que esse scarpin e que não se desmancharam!

É por isso, Arezzo, que eu quero que você vá se danar.

Sabe o que eu fiz hoje? Eu comprei um scarpin seu. No Paraguai. Por R$ 40,00. Ok, deve ter algum pequeno defeito, mas se é pra se desmanchar mesmo, né? Que seja a preço de pano pintado.

Se é como lixo que você vai me tratar, então é assim que vai funcionar. E prepare-se, porque eu vou espalhar essa história e ainda contar para todas as pessoas que eu conheço que tem Arezzo no Paraguai a preço de Moleca. Aliás, nem a minha Moleca se desmanchou como a porcaria do seu scarpin.

Então, é isso. Passe bem com as suas vendedoras esnobes, suas sapatrocidades cor de caneta marca-texto e seus sapatos de pano mentirosos. A mim, você não engana mais.

Atenciosamente,

Fabiane  Ariello

Foz do Iguaçu, PR, Brazil

Jornalista, tradutora, revisora e escritora.

http://whocouldblameher.blogspot.com/2010/10/querida-arezzo.html

Empresas vendem dados do consumidor na internet

http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/empresas-vendem-dados-do-consumidor-na-internet/

CAROLINA MARCELINO

Ao preencher um cadastro em uma empresa, o consumidor confia a ela dados como telefone, endereço, e-mail e algumas vezes até a renda. O que muita gente não sabe é que essas informações estão sendo vendidas sem o seu consentimento. O acesso a esse material é muito fácil, basta entrar em um site de buscas na internet e digitar “mailing + comprar”, que em segundos aparece uma lista de empresas especializadas no negócio.

“Essa prática viola a privacidade do consumidor”, afirma o advogado especializado em defesa do consumidor e consultor do JT, Josué Rios. E foi assim, desrespeitado, que o empresário Roberto Luiz Ravagnani Watanabe, de 44 anos, se sentiu após ter comprado um apartamento na planta da Eztec Empreendimentos. Quando o imóvel estava para ser entregue, várias lojas de móveis planejados contataram Watanabe pelo telefone celular, oferecendo projetos para o apartamento. “Eles sabiam até o número da minha unidade. Quem me garante que os meus dados bancários também não foram passados a essas pessoas”, reclama Watanabe.

O Artigo 5º da Constituição Federal diz que a intimidade e a vida privada do cidadão são invioláveis, assegurando à vítima o direito à indenização pelo dano material ou moral de sua violação. Mas na prática, a privacidade do cliente é invadida sim.

A Help Data, empresa especializada na venda de mailing, afirmou à reportagem do JT, que o banco de dados da companhia é abastecido por meio dos cadastros de clientes de estabelecimentos comerciais, como supermercados. Ou seja, o consumidor preenche uma ficha cadastral em uma loja, que logo depois a vende sem qualquer autorização do proprietário dos dados. Essas listas são ilegais aos olhos da Justiça, já que o consumidor não autorizou a divulgação das informações.

“A utilização desse mailing é feita por um comércio clandestino”, diz o professor de direito constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira.

A empresa só está a salvo caso haja uma cláusula no contrato que autorize a divulgação das informações pessoais que estão ali. Além disso, é preciso especificar no documento quais são as intenções com aqueles dados. Só diante do aval do consumidor é que o comerciante pode montar uma lista legal e repassá-la adiante.

A Mailing Atual também vende listas de nomes. Tanto uma pessoa física quanto uma empresa pode entrar em contato com eles e dizer qual é o perfil do público alvo que deseja. “Fazemos um levantamento no nosso banco de dados. Por exemplo, temos como separar as informações de mulheres entre 20 e 40 anos, da classe social D e que moram na zona Sul de São Paulo”, afirmou a funcionária Patrícia, que não quis fornecer o seu sobrenome, nem a procedência dos dados e o preço dos pacotes vendidos.

O assessor da procuradoria geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo para a Promotoria Comunitária, Augusto Rossini, afirma que a comercialização de dados fornecidos confidencialmente é considerada um ilícito civil. “O consumidor tem direito à indenização, caso se sinta lesado, e a empresa ainda deve ser punida com multas”, diz Rossini. E ele alerta que se o cliente informar os dados em segredo, e mesmo assim, a empresa os repassar para frente, ela pode responder por ilícito criminal.

O Artigo 153 do Código Penal diz que a divulgação do conteúdo de um documento particular ou de correspondência confidencial pode resultar na detenção do infrator, em até um ano.

O empresário Marcelo Braga Teixeira, 27, também conta que a Makro forneceu seus dados a uma instituição financeira. “Recebi um cartão com crédito pré-aprovado, sendo que eu nunca solicitei isso. Não sei se processo a Makro que vendeu meu cadastro ou a empresa que o comprou.”

O cliente pode entrar com uma ação na Justiça para o Ministério Público instaurar um inquérito civil, que obriga a empresa a mostrar de onde ela tirou os dados do consumidor e se foi com ou sem a sua autorização.

Defesa
A Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd) defende o uso das listas para relacionamento com os consumidores. Ainda segundo eles, “é por meio dessas listas que muitas empresas levam ofertas de produtos e serviços para inúmeras pessoas e em diversas localidades do País, onde muitas vezes, a distribuição de bens e serviços é escassa e precária”. Porém, a Abemd afirma que o fornecimento de listas ilegais leva a punições como advertência, suspensão e se não houver ajuste de conduta, até a expulsão do associado.

No entanto, em 30 anos de existência, a Abemd, que afirma fiscalizar as empresas por meio das denúncias que recebe, nunca expulsou qualquer associado. Segundo a associação, as advertências aplicadas foram suficientes até agora.

Na contramão dessa informação, está a Mídia Mundial, que é uma das 400 empresas associadas a Abemd. Ela vende banco de dados por meio do site da Alternativa Mala Direta. De acordo com o diretor da Mídia Mundial, Leonardo Fernandes Novaes, esses dados são comprados de várias fontes, que procuram a empresa. “Não fico com o contato dessas pessoas. Para nós o que importa é a veracidade das informações, e não a sua origem”, completou.

Em resposta ao JT, a Eztec afirmou que jamais violaria o sigilo dos dados de qualquer um de seus clientes. A Makro disse que não comercializa ou negocia, em hipótese nenhuma, os dados dos seus consumidores.